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As efervescentes confeitarias cariocas

As efervescentes confeitarias cariocas

No Império, damas e cavalheiros chiques, vestidos elegantemente, frequentavam as confeitarias e os cafés, que ditavam hábitos e sabores na capital. Iguarias quentes ou geladas, como um tropical frappé sabor coco, degustado na Cailteau, na Lalé ou na Cavé, para aliviar as altas temperaturas! A Castelões, famosa por suas empadinhas e frequentada pelos escritores Machado de Assis e Olavo Bilac, fugia à regra dos nomes franceses. Esse espaço, em 1894, se transformou na conhecida Confeitaria Colombo, patrimônio cultural e artístico do Rio de Janeiro, integrada à história da cidade.

 

Imagem: http://brasilianafotografica.bn.br

 

A influência na gastronomia era predominantemente francesa, a não ser pelo serviço de chá, em que o estilo inglês determinava a etiqueta a ser seguida. Senhores de fraque e cartola, acompanhando senhoras usando vestidos longos, armados e rodados, por ali circulavam, expondo a moda europeia. Também pequenos grupos compostos por políticos, boêmios, literatos e jornalistas, com motivações e interesses diversos, reuniam-se nessas confeitarias e nesses cafés.

 

As mulheres reuniam-se diante das mesinhas forradas com alvas toalhas de linho e saboreavam o chá das cinco. Outros, ao final das apresentações teatrais, buscavam os sorvetes ou uma coupe de champagne na Confeitaria do Senhor Déroche. Jovens escritores reuniam-se na Confeitaria Paschoal, frequentada pelo poeta Gonçalves Dias. Havia o grupo que preferia a Cailteau, famosa por servir o chope alemão de tonel.

 

Era a cidade em todo o seu glamour e prosperidade!

 

Fonte: www.multirio.rj.gov.br

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